Chico Xavier

Chico Xavier (Francisco Cândido Xavier, 1910–2002) foi um médium brasi­leiro, reco­nhe­cido como o maior psico­grafo de todos os tempos. Com 4 anos de idade, já via espíritos e conver­sava com eles.

Seu primeiro livro, com 256 poemas, atri­buídos a poetas mortos, foi publicado em 1932. Psico­grafou mais de 400 livros e doava os direitos autorais para a Federação Espírita.

Infância e Juventude

Chico Xavier nasceu em Pedro Leopoldo, Minas Gerais, no dia 2 de abril de 1910. Filho do operário João Cândido Xavier e da lavadeira Maria João de Deus, ficou órfão de mãe quando tinha cinco anos de idade.

Seu pai se viu obrigado a entregar alguns dos seus nove filhos aos cuidados de pessoas amigas, e Chico Xavier ficou aos cuidados de sua madrinha, mulher nervosa que o maltra­tava cruelmente.

Várias vezes, Chico ouvia sua falecida mãe dizer que enviaria um anjo para reunir toda a família. A segunda esposa de seu pai reuniu todos os seus irmãos e ainda teve mais cinco filhos.

Chico Xavier passou a ter sonhos e, durante a noite se levantava agitado e conver­sava com os espíritos. De manhã, contava seus sonhos a sua família. O pai resolveu levá-lo ao vigário de Mato­zi­nhos que depois de ouvi-lo reco­mendou que o garoto não lesse mais jornais, revistas e livros. Disse-lhe que ninguém volta depois da morte.

Ao conversar com sua mãe, triste por não ser compre­en­dido por ninguém, Chico escutou dela que precisava modificar seus pensa­mentos, que não deveria ser uma criança indis­ci­pli­nada, para não ganhar antipatia dos outros. Deveria aprender a se calar e, quando se lembrasse de alguma lição ou expe­ri­ência recebida em sonho, que a seguisse.

Disse-lhe que ele precisava aprender a obedi­ência para que Deus um dia lhe conce­desse a confiança dos outros. Durante 7 anos conse­cu­tivos, de 1920 a 1927, ele não teve mais qualquer contato com sua mãe.

Educado na fé católica, Chico Xavier obedecia às obri­ga­ções que lhe eram indicadas pela Igreja. Se confes­sava, comungava, compa­recia pontu­al­mente a missa e acom­pa­nhava as procis­sões. Levantava cedo para começar as tarefas escolares e, em seguida ia para o serviço da fábrica onde traba­lhava de três da tarde até onze da noite.

Em 1925, Chico deixou a fábrica indo trabalhar na venda do Sr. José Felizardo. As pertur­ba­ções noturnas voltaram e depois de dormir, caia em transe profundo.

A primeira e única profes­sora de Chico que descobriu sua mediu­ni­dade psico­grá­fica foi D. Rosália, que fazia passeios campes­tres com os alunos e no dia seguinte eles deveriam levar uma redação descre­vendo o passeio. As de Chico tiravam sempre o primeiro lugar.

No dia 7 de maio de 1927, uma de suas irmãs ficou doente e, um casal de espíritas reuniu-se com sua família e reali­zaram a primeira sessão espírita, que teve lugar na casa de Chico Xavier, em Pedro Leopoldo.

Na mesa estavam dois livros "O Evangelho Segundo o Espi­ri­tismo" e o "O Livro dos Espíritos", de Allan Kardec. Chico ouviu da mãe: "Meu filho, eis que estamos juntos novamente. Os livros à nossa frente são dois tesouros de luz. Estude-os, cumpra com seus deveres e em breve a bondade divina nos permitirá mostrar a você seus novos caminhos".

Em junho do mesmo ano, foi cogitada a fundação de um núcleo doutri­nário. Em fins de 1927, o Centro Espírita Luiz Gonzaga, sediado na resi­dência de João Cândido Xavier, que se fez presi­dente da insti­tuição, já estava formado e bem frequentado.

Primeira sessão em público

Uma nova sede do Centro Espírita Luiz Gonzaga foi cons­truída no local onde se erguia a antiga casa de Maria João de Deus, mãe de Chico Xavier. Em 8 de julho de 1927, Chico Xavier fez a primeira atuação do serviço mediúnico, em público.

Primeiro livro

Seu primeiro livro psico­gra­fado, “Parnaso de Além-Túmulo”, que reúne 256 poemas, atri­buídos à poetas mortos, foi publicado em julho de 1932. Em 1950, Chico Xavier já havia psico­gra­fado mais de 50 livros.

Mudança para Uberaba

Sob a orien­tação dos Benfei­tores Espi­ri­tuais, no dia 5 de janeiro de 1959, Chico Xavier mudou-se para Uberaba, iniciando nessa mesma data as ativi­dades mediú­nicas em reunião pública da “Comunhão Espírita Cristã”.

Nessa época, teve início a famosa pere­gri­nação. Aos sábados, saindo da "Comunhão Espírita Cristã", o médium visitava alguns lares carentes levando-lhes a alegria de sua presença amiga acom­pa­nhado por grande número de pessoas. A cidade de Uberaba trans­formou-se  em um polo de atração de inúmeros visi­tantes das mais variadas regiões do Brasil e até mesmo do exterior.

Chico psico­grafou 451 livros, que repro­du­ziam o que os espíritos lhe trans­mi­tiam. Seus livros foram tradu­zidos para vários países. Psico­grafou várias cartas de mortos para suas famílias.

Chico Xavier faleceu em Uberaba, Minas Gerais, no dia 30 de junho de 2002, após sofrer uma parada cardíaca. Foi encon­trado no quarto, por seu filho adotivo.

Frases de Chico Xavier

A feli­ci­dade não entra em portas trancadas.

Lembra-te: em matérias de atitudes, a vida não fornece cópias para revisão.

Fico triste quando alguém me ofende, mas, com certeza, eu ficaria mais triste se fosse eu o ofensor… Magoar alguém é terrível!

Deus nos concede, a cada dia, uma página de vida nova no livro do tempo. Aquilo que colo­carmos nela, corre por nossa conta.

Planejar a infe­li­ci­dade dos outros é causar com as próprias mãos um abismo para si mesmo.

A caridade é um exercício espi­ri­tual… Quem pratica o bem, coloca em movimento as forças da alma.

Algumas obras psicografadas por Chico Xavier
  • Crônicas de Além-Túmulo (1937)
  • Emmanuel (1938)
  • Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho (1938)
  • A Caminho da Luz Emmanuel (1938)
  • Há Dois Mil Anos Emmanuel (1939)
  • Cinquenta Anos Depois Emmanuel (1940)
  • O Conso­lador Emmanuel (1941)
  • Paulo e Estevão Emmanuel (1942)
  • Nosso Lar (1944)
  • Missi­o­ná­rios da Luz (1945)
  • Ação e Reação (1957)
  • A Caminho da Luz (1961)
  • Compa­nheiro Emmanuel (1977)
  • Retratos da Vida (1985)
  • Queda e Ascensão da Casa dos Bene­fí­cios (1991)
  • Escada de Luz – Diversos Espíritos (1999)

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